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No dia 7 de outubro de 1976, à Rua Brigadeiro Tobias, nº 630/634 em São Paulo (SP), representantes de fábricas moveleiras uniram-se para fundar a Associação dos Fabricantes de Móveis do Brasil (AFAM), a fim de constituir e aprovar os estatutos da entidade. No dia 27 de outubro do mesmo ano, a AFAM foi incluída no Registro Civil das Pessoas Jurídicas, na cidade do Rio de Janeiro, pois durante a Assembléia Geral Extraordinário foi definido que a cidade seria a sede da Afam.
No dia 06 de agosto de 1977, em Assembléia Geral Ordinária, em auditório no Parque Anhembi, em São Paulo, é feita uma eleição para novos membros do conselho e são aprovados os Estatutos da Afam. Neste momento, a Afam começa a se articular, apresentando algumas ações, como: encaminhamento à Carteira de Comércio Exterior (Cacex), do Banco do Brasil, de um protocolo para a formação de um Comitê de Exportação; contato com uma construtora para desenvolvimento de um Centro de Comercialização, em São Paulo; encontro na Secretaria Geral do Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI) a fim de obter isenção de taxas para importação de fio sintético para juntadeiras de folhas de madeira; e contato com a Associação Brasileira da Indústria de Madeira Aglomerada (Abima), visando um diálogo com o setor.
Foi feito um grande estudo focado no perfil do setor moveleiro, por meio do Convênio Afam-Cacex, que resultou em dois livros de quase 200 páginas. O objetivo era despertar, pelo volume de informações, uma mentalidade de exportação nos empresários brasileiros.
Inicia-se a produção da Revista Mobília, com tiragem de 5 mil exemplares.
A Afam participa de edições da Feira Nacional de Vendas e Exportação de Móveis (Fenavem), no pavilhão de exposições do Parque Anhembi, em São Paulo (SP). Destaque para o Departamento de Promoção Comercial do Ministério das Relações Exteriores (MRE), que aumentou seu apoio à feira, em 1979. elevando a cota de passagens destinadas a convidados estrangeiros , e ao V Emov, um fórum de debates para a Indústria de móveis, promovido pela associação em 1980.
Neste período foram feitas viagens às feiras de Paris, Colônia, Copenhage e Milão.
Em Fortaleza, em 1982, Jether Soares Gouvêa realiza palestra "Aspectos de Mercado na Comercialização de Móveis - Mercado Interno e Exportação".
No primeiro trimestre de 1982, começa funcionar, na sede da Afam, no Rio de Janeiro, o Setor dos Fabricantes de Móveis de Escritório (Sefame), grupo vinculado à entidade, que, entre muitas ações, visava a Neocom, feira de móveis de escritório americana que ocorreu em Chicago. Um levantamento feito pela Afam, em dezembro de 1981, no setor de móveis de escritório, indicou que as empresas que possuíam 80% desse mercado faturaram, naquele ano, US$250 milhões no mercado interno.
Em 1982, a entidade lança o I Concurso de Desenho Industrial para Estudantes, cujo tema era "Projeto Berço 82".
O Setor Moveleiro participa do Projeto Adequação, do Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo (MICT). Criado em Brasília, visava aprimorar a qualidade, garantia e acabamento dos produtos a serem exportados, sendo que todos teriam de levar um selo de garantia. Dentro os ítens, estavam couros, móveis, alimentos e materiais de acabamentos.
Durante a Feira Nacional de Vendas e Exportações de Móveis (VI Fenavem), de 4 a 12 de agosto de 1981, no Anhembi, em São Paulo, é lançado, pela Afam, o Manual de Custos da Indústria Moveleira - material produzido pelo Centro de Desenvolvimento do Mobiliário (CDM) de São Bento do Sul (SC).
Durante a Missão Afam, em 1981, destaque para a visita à Meuropam 81 (Mercado Europeu do Móvel), em Lyon, França. A feira tinha uma área de exposição de 90 mil m² e contou com 600 expositores franceses e 300 internacionais. Outra visita foi ao Salão Internacional da Informática, Telemática, Comunicação e Organização e Móveis para Escritório (Sicob), em Paris, França, que ocorreu e 23 de setembro a 2 de outubro do mesmo ano. Esse evento tinha uma área de exposição de 85.9 mil m² e contou com 2.430 expositores, representando 31 países.
Por meio da participação de oito empresas brasileiras na Feira Internacional do Móvel de Colônia, na Alemanha, entre os dias 19 e 24 de janeiro de 1982, ocorre a primeira participação brasileira no estande em um evento internacional. No total, foram fechados negócios no valor de US$1.687.000.
A Afam também marca presença na III Mostra do Mobiliário, realizado de 5 a 14 de março de 1982, em Bento Gonçalves (RS), cuja inauguração contou com a presença do presidente João Baptista Figueiredo e do ministro da Indústria e do Comércio, Camilo Pena.
No início da década de 80, a entidade também se aproxima do setor moveleiro do Nordeste, por meio da Feira Nacional de Móveis Nordeste (Movenor). A II Movenor ocorre em maio de 1982, no Centro de Convenções de Pernambuco no Recife (PE), e a III Movenor, em março de 1983, no mesmo local, quando a Afam recepciona o governador de Pernambuco, Roberto Magalhães.
Em 1982, acontece o I Seminário Regional da Indústria do Móvel voltado para pequenas e médias fábricas de móveis. O seminário é realizado em Recife (PE), Bento Gonçalves (RS), São Bernardo do Campo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), e São Bento do Sul (SC), entre setembro e novembro de 1983.
Em 1983, acontece também o Seminário do Desenho Industrial e Marketing do Móvel Popular promovido pela Afam com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo na auditório da Fiesp e atraiu arquitetos, designers, fabricantes e jornalistas especializados.
No segundo semestre de 1983, a Afam lança o II Concurso de Desenho Industrial e Arquitetura, cujo tema foi o projeto de um dormitório.
No dia 09 de janeiro de 1984, o presidente da Afam participa de uma audiência especial com o presidente João Baptista Figueiredo. O objetivo era mostrar a relevância do segmento moveleiro e obter apoio para o setor.
Participação na VIII Fenavem, que ocorreu de 2 a 10 de agosto de 1983, no pavilhão de exposições do Parque Anhembi, em São Paulo. Importadores estrangeiros eram convidados para visitar a Fenavem, recebendo passagens de ida e volta pelo Programa PAexpo, do Conselho de Desenvolvimento do Ministério da Indústria e Comércio (MIC).
No dia 28 de abril de 1984, o presidente da Afam chefia uma comitiva de empresários do setor moveleiro à Brasília (DF). Sob a coordenação do Deputado Victor Faccioni e acompanhado pelos deputados Darcy Pozza e Pratini de Moraes, o presidente da Afam e os conselheiros encontram-se com Antônio Delfim Netto, que propõe participar com 55% dos custos de feiras e exposições internacionais, a serem promovidas pela Afam, além de contribuir com promoção de feiras nacionais com uma verba estipulada de 40 milhões de cruzeiros. Os industriais ainda manifestam ao ministro Jost posição contrária à exportação de madeira bruta.
A Afam realiza uma pesquisa sobre as espécies de madeira mais usadas pela indústria de móveis, para que o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF) tomasse conhecimento e evitasse o grande fluxo de exportação dessas espécies, prejudicando o mercado interno.
Em agosto de 1984, a Afam lança o III Concurso de Desenho Industrial para Estudantes, patrocinado pelo Grupo Peixoto de Castro. Com o tema: "Projeto Cozinha 84", atinge cerca de 4.500 estudantes de desenho industrial e arquitetura do Estado do Rio de Janeiro.
Há uma efetiva participação da Afam junto a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), em uma comissão referente a mobiliário em geral e em outra em relação a berços.
O ministro da Indústria e do Comércio, Hugo Castelo Branco, convida a Afam para participar de reuniões periódicas da Câmara Setorial de Bens de Consumo.
Durante a IV Mostra do Mobiliário, de Bento Gonçalves (RS), a Afam promove um ciclo de palestras, que contou com a presença de mais de 150 empresários. A Afam também participa da V Mostra do Mobiliário, de 14 a 23 de março de 1986, no mesmo local.
Na Missão Afam 1984 houve um destaque para a visita às feiras de Paris e Colônia, que contou com a presença de 14 empresários. De acordo com a revista Mobília (ano VI, n* 31, pág.6) , as empresas brasileiras expositoras da Feira de Colônia realizaram vendas num total de US$1.341.123,00 com peças expostas, US$568.354,90 em vendas realizadas durante a feira e US$755.644,00 com vendas realizadas até 240 dias após a feira. O estande brasileiro recebeu a visita de 297 comerciantes.
Além da Feira Internacional do Móvel de Milão, na Itália, os empresários conhecem o São Internacional de Design de Equipamentos para o Habitat (SIDI), da XXII Feira Internacional do Móvel de Valência, na Espanha.
Os moveleiros visitam o Salão Internacional do Móvel de Paris, o Salão Internacional do Móvel de Colônia, missão que contou com 23 participantes.
A Afam, em parceria com a Associação das Indústrias do Estado de São Paulo (Movesp), lança, em agosto de 1987, o "Modelo de Simulação de Preço", cuja autoria foi de Francisco Sylvio Oliveira Mazzucca, professor do Departamento de Contabilidade, Finanças e Controle da Fundação Getulio Vargas (FGV) e sócio diretor da A H.M & Associados.
Alguns projetos continuavam sendo encaminhados, como o contato ministerial para incluir o móvel como um bem financiável no Sistema Financeiro Brasileiro de Habitação.
Com o aumento do IPI de 4% para 15% em 1987 a Afam viu a necessidade de requerer junto ao governo a diminuição, conseguindo baixá-lo para 8%.
Por volta de 1987 e 1988, a Afam continua atuante em feiras de móveis nacionais, com destaque para a Feira Internacional de Móveis (Fenavem), no Parque Anhembi, em São Paulo.
A Afam encontra o apoio do Centro de Tecnologia de Minas Gerais (CETEC/MG), para o início da normatização para o mobiliário.
Em 1991, ocorrem várias reuniões do sub-comitê, como em Curitiba (PR), São Bento do Sul (SC) e São Paulo (SP). Em 15 de dezembro deste ano, seria aprovado o Termo de Referência/Diagnóstico do Setor.
Aumenta consideravelmente a participação de tubos de aço industriais na composição do mobiliário. Por essa razão, a Associação Brasileira das Indústrias de Tubos de Metal (Abitam) é incluída em um grupo de trabalho junto à Afam, dentro do Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade (PBQP).
No dia 19 de março de 1992, ocorre a Assembléia Geral Extraordinária, no Centro da Indústria e do Comércio, em Bento Gonçalves (RS), cujo objetivo principal era alterar o estatuto da Afam que, conforme reunião do Conselho Diretor no dia 16 de novembro de 1991, mudaria sua denominação de Associação dos Fabricantes de Móveis do Brasil (Afam) para Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel).
Havia necessidade de se discutir assuntos regionais. Na época, a Abimóvel reunia as associações regionais (e não as empresas), funcionando como uma espécie de federação.
São feitas relações com o Governo Federal, que proporciona programas de exportação, e é criada a Câmara do Setor.
Durante este período foram feitas relações com a Itália, em especial com uma associação que congrega fabricantes de máquinas, além de várias missões para o Salão Internacional do Móvel em Milão.
Um grupo de empresários, liderados pela Abimóvel, vai a Brasília, em abril de 1993, para um encontro com o Ministro José Eduardo Andrade Vieira, da Indústria e Comércio. Os empresários buscam apoio do governo para dinamizar o desenvolvimento da indústria e levam um documento com informações detalhadas sobre o setor. Durante o encontro com o ministro Vieira, também é entregue o Prodemóvel, um plano que pretendia, num prazo de 5 anos, aumentar o volume de exportações para 1 bilhão de dólares/ano. O projeto pedia, entre outros ítens, a redução do IPI de 10% para 4%.
Em 1993, a Abimóvel edita o "Estudo de Competitividade da Indústria Brasileira de Móveis de Madeira", elaborado pelo consultor Armênio de Souza Rangel (FEA/USP). Em 1996, a entidade encomenda à Nacional Bureau de Serviços (NBS) a pesquisa "A busca pela qualidade do setor mobiliário", referente a programas de gestão da qualidade e implantação das normas ISO 9000.
Em 25 de agosto de 1993, em São Paulo (SP), a Abimóvel participa do IV Seminário Empresarial de Política Industrial e Tecnologia, do Mercado Comum do Sul (Mercosul), coordenado pelo MICT.
Também em agosto de 1993, a Abimóvel integra o Comitê Mobilização, no Acorde-Ação Coordenada Empresarial, movimento composto de entidades de classe de abrangência nacional.
Em 1995, são realizadas 132 reuniões pela diretoria da Abimóvel, além de quatro reuniões plenárias com a presença de associados e convidados especiais, como Emerson Kapaz, na época secretário da Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo e o jornalista Joelmir Betting, Dorothéa Werneck, na época ministra da Indústria do Comércio e do Turismo, realiza palestra para empresários do setor moveleiro, em São Paulo.
A Abimóvel, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae Nacional) e o Sistema de Promoção e Investimentos e Transferências de Tecnologia para Empresas (Sipri) do Ministério de Relações Exteriores, firmam convênio de cooperação financeira com o objetivo de viabilizar um programa de inserção internacional da indústria brasileira de móveis. No dia 7 de dezembro de 1995, no Crowne Plaza Hotel, em São Paulo (SP), a Abimóvel realiza o seminário "Inserção Internacional da Indústria de Móveis".
Em 1996, a Abimóvel solicita ao ministro Francisco Dornelles, da Indústria, do Comércio e do Turismo, que o setor fosse incluído com prioridade no Programa Brasileiro do Design. A Abimóvel também expede uma carta a Dornelles solicitando a redução da alíquota do IPI incidente sobre móveis de 10% para 4%.
Em 1996, é criado o Departamento Técnico de Máquinas (DTM) para assessorar fabricantes de móveis na importação de máquinas e equipamentos.
Em 1996, é anunciado o Programa de Valorização do Mobiliário, que tinha como objetivo principal o aumento do consumo de móveis no Brasil.
Em 4 de dezembro de 1996, cerca de 50 máquinas têm reduzidas para zero por cento suas alíquotas de importação. Atendendo solicitação da Abimóvel, o Governo Federal prorroga o prazo de vigência dessas tarifas (para a importação de máquinas e equipamentos para o setor moveleiro) até 31 de dezembro de 1996, por meio da portaria nº 313, do Ministério da Fazenda.
Durante a reunião no dia 18 de fevereiro de 1997, em Brasília, a Abimóvel entrega a Secretaria de Política Industrial do Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo (MICT) um amplo documento com subsídios para o estabelecimento de uma política industrial para o setor (que seria estabelecida pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso).
Em 16 de abril de 1997, no hotel Crowne Plaza, em São Paulo, a entidade lança o 1º Prêmio Nacional de Design do Mobiliário, que contou com 154 trabalhos inscritos e 59 projetos selecionados, sendo que a I Mostra Nacional de Design do Mobiliário ocorreu na Fenavem 97. A Abimóvel também promove o Prêmio de Destaque Abimóvel, em 1996 e 1997 e, posteriormente, em outras gestões, em 1999, 2001 e 2003.
É assinado convênio entre Abimóvel, Sebrae e Itamaraty para realização de um trabalho na Indústria Moveleira, constituído de um bloco interno, para levantamento de dados atuais das indústrias, e de um externo, para pesquisa no mercado internacional de promoção comercial.
A entidade reativa a participação em eventos internacionais, como à Feira Internacional do Móvel, em Colônia, à Interzum e à Ligna.
Para realizar um trabalho político em defesa do Ex-tarifário, a Abimóvel faz reuniões com outras entidades, como a Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM), Associação Brasileira das Indústrias de Painéis de Madeira (ABIPA) e Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), entre outras. O governo reduz os ex-tarifários do setor para 17 itens, mas, após negociações com a Abimóvel, amplia-se para 35 itens.
Em reunião com o presidente do BNDES, José Pio Borges, solicitamos maior aproximação entre micro e pequenas indústrias e o Banco, por meio da Abimóvel e de suas entidades filiadas em todo o Brasil. Pedimos também a criação de uma Comissão de Estudos com participantes do BNDES e do MDIC, por meio de sua Secretaria de Política Industrial, do Programa Nacional de Design (PND) e da Abimóvel.
Para realizar um trabalho político em defesa do Ex-tarifário, a Abimóvel faz reuniões com outras entidades, como a Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM), Associação Brasileira das Indústrias de Painéis de Madeira (ABIPA) e Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), entre outras. O governo reduz os ex-tarifários do setor para 17 itens, mas, após negociações com a Abimóvel, amplia-se para 35 itens.
Em agosto de 1998, circula o 1º número da Revista da Abimóvel, produzida e editada pela Alternativa Editorial.
A entidade dá continuidade ao Prêmio Nacional Abimóvel de Design do Mobiliário. A 2ª edição ocorre em 1999 e a 3ª edição em 2001.
Durante a Fenavem, em 1999, foi lançada a Casabimóvel. O projeto envolveu uma equipe de designers renomados, que desenvolveram sus projetos em parceria com fábricas moveleiras, de diferentes segmentos.
Em outubro de 1998, é assinado o Programa Brasileiro de Incremento a Exportação de Móveis (Promóvel), da Abimóvel.
Com recursos da Apex (50%), do setor (25%) e de seus fornecedores (25%), o Promóvel tem o objetivo de atingir um nível de exportação de US$2,5 bilhões, após três anos de funcionamento. Os investimentos globais desse programa ficam em torno de R$10 milhões.
Dentre os projetos do Programa, destaque para a intensificação da venda de móveis para os Estados Unidos. Uma equipe multidisciplinar realiza um levantamento sobre o mercado americano e se reúne, entre os meses de abril e maio de 1999. em São Bento do Sul (SC). Quatro especialistas (entre nacionais e estrangeiros) fazem uma pesquisa no Brasil e nos Estados Unidos.
Em 1998, o presidente da Abimóvel assume a gerência setorial da Camex. Em junho daquela ano, a indústria de móveis é destaque na reunião de avaliação do Programa Especial de Exportações (PEE), criado pelo Governo Federal. Na ocasião, o presidente fala sobre o Promóvel e sobre reivindicações, como o retorno das alíquotas do IPI sobre mobiliário para 4%.
Durante o 20º Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), no Rio de Janeiro, no dia 17 de novembro de 2000, a Abimóvel recebe o "Prêmio Destaque de Comércio Exterior". O evento conta com a presença do ministro da Fazenda, Pedro Malan, e do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Alcides Tápias.
A Abimóvel atua restringindo a importação de móveis, ao mesmo tempo em que alerta o governo brasileiro para a fragilidade do segmento nacional frente às indústrias americanas e canadenses. A entidade participa de reuniões com a CNI, que estabelecem critérios mínimos requeridos pela indústria e geral para negociação na Área de Livre Comércio das Américas (Alca).
União Européia - A Abimóvel inclui todos os móveis como produtos "sensíveis" ou seja, que não podem sofrer concessões de qualquer espécie.
É realizado um trabalho com industrias moveleiras dos países do Mercado Comum do Sul (Mercosul). Em 1998, são feitas reuniões na Argentina, Uruguai e no Brasil, esta durante o III Encontro Setorial Tripartite do Setor Moveleiro do Mercosul, de 28 a 29 de outubro, no Rio de Janeiro (RJ). O objetivo é criar um pensamento comum entre os integrantes contra importações (principalmente, subfaturados de países terceiros). Também se procurou resolver problemas que afetavam o livre comércio, como Lei de Maquila (Lei 1064/97) do Paraguai; Lei de Investimentos (Lei 16.960/98), no Uruguai; e restrições de crédito no Brasil.
Em 1999, Dorothea Werneck passa a ser gerente especial de Promoção Comercial (Apex) e se torna um elo importante e grande apoiadora da indústria moveleira. Na Agência, em Brasília (DF), ela recebe a Revista da Abimóvel para uma entrevista.
Em janeiro de 2000, a Abimóvel, por meio do Promóvel, traz ao Brasil o consultor britânico Colin Aitkenhead, especialista no setor moveleiro. Inicia-se um projeto de incremento à exportação desenvolvido pela Embaixada do Brasil na Inglaterra - um trabalho inédito liderado pelo embaixador Sérgio Amaral, com apoio do Promóvel.
É iniciado o debate dos problemas do setor moveleiro, por meio do Fórum de Competitividade da Cadeia Produtiva da Indústria da Madeira e Móveis. As reuniões aconteceram entre os meses de julho e agosto de 2000, em Brasília, mas o Fórum só foi instalado em 6 de fevereiro de 2001.
Em agosto de 2000, ocorre o I Encontro Nacional da Indústria Moveleira (Enamóvel), durante a Movinter, em Mirassol (SP). A Abimóvel convoca 40 entidades moveleiras a participarem. Após o evento, a associação entrega ao governo uma proposta de trabalho, que reúne sugestões apresentadas no Enamóvel.
A entidade continua atuando no Programa Brasileiro de Design. Em 2000, começam a funcionar os Núcleos de Desenvolvimento em Design de Móveis (NDD), projeto coordenado pela Abimóvel e operacionalizado pelo Promóvel, com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).
Redução de IPI. A Entidade contrata um escritório especializado, em São Paulo, que faz um trabalho preliminar de levantamento de informações, sobre a situação do IPI do setor de móveis. Várias entidades são sensibilizadas, como o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), a Câmara de Comércio Exterior (Camex), a Agência de Promoção de Exportações do Brasil (Apex) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O IPI incidente sobre os móveis de madeira é reduzido de 10% para 5% pelo Decreto nº 3581, de 31 de agosto de 2000, publicado no Diário Oficial em 1º de setembro de 2000.
É criado o Selo de Exportação para o setor moveleiro - um atestado de garantia e credibilidade do produto.
No dia 6 de fevereiro de 2001, é instalado o Fórum de Competitividade da Cadeia Produtiva de Madeira e Móveis, lançado em Brasília pelo Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Alcides Tápias.
Durante esta gestão, ocorrem novas edições do Prêmio Nacional Abimóvel de Design do Mobiliário, em 2001 e 2003. Destaque para a participação da ex-ministra Dorothea Werneck, na época coordenadora da Agência de Promoção às Exportações (Apex), como jurada, em 2001.
No dia 9 de abril de 2003, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) lança o Fórum Nacional da Indústria, sendo que a Abimóvel representa o setor moveleiro.
A Abimóvel continua próxima à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), por meio do CB-15. São feitas 135 reuniões e 42 normas são publicadas.
São lançados nove volumes da serei Leitura Moveleira, produzidos pela alternativa Editorial, sendo: "O Mercado norte-americano de móveis", "A indústria de móveis no Brasil", "Design no setor moveleiro", "Manual de embalagens de móveis", "Como preparar sua empresa para o desafio da exportação", "Mercado de móveis do Reino Unido", "Design & Tecnologia", Pólos Moveleiros/ I - São Bento do Sul (SC)", "Pólos Moveleiros/II - Linhares (ES), III Ubá (MG), IV Bento Gonçalves (RS).
Durante a Feira de Móveis do Paraná (Movelpar), em fevereiro de 2003, a Abimóvel lança o Selo de Garantia do Móvel Brasileiro.
Por meio do Promóvel, a Abimóvel leva fabricantes de móveis brasileiros a importantes feiras do setor, como a edição da Feira Index, em Dubai, nos Emirados Árabes, para a Furniture Show Incorporating Accessories,em Birmingham, Inglaterra, e à feira Tupelo Furniture Market, no Mississippi, Estados Unidos, entre outras.
No Brasil, a entidade mantém presença constante, com estande, nos principais eventos do setor, com destaque para as rodadas de negócio entre importadores estrangeiros e moveleiros nacionais (Projeto Comprador). Promovidas pelo Promóvel, em feiras de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul.
O Programa Brasileiro de Incremento à Exportação de Móveis (Promóvel) continua seus projetos de forma bastante intensiva. Além do Projeto Comprador, promove os Núcleos de Desenvolvimento em Design de Móveis, em vários pólos moveleiros, e o Projeto 15, que levou 22 empresários e designers a participarem de um curso minimaster "Furniture Design Brazil", na escola Politécnica de Milão, na Itália, em fevereiro de 2001.
A Abimóvel participa do IV Foro Empresarial das Américas, em Buenos Aires, nos dias 05 e 06 de abril de 2001.
No início de 2003, Juan Manuel Quirós, passa a ser o presidente da Agência de Promoção de Exportação do Brasil (Apex-Brasil). A Revista da Abimóvel nº 25 apresenta uma entrevista exclusiva com Quirós.
A entidade participa ativamente de reuniões do SG7, grupo que representa a indústria do Mercosul, com participantes dos governos, das indústrias e dos trabalhadores. O objetivo é criar um pensamento único do setor moveleiro do Mercosul contra importações de móveis de fora do Bloco, além de formar uma coligação da Alca e da União Européia.
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