Design Aliado à Indústria promove melhoria da competitividade no setor moveleiro nacional

Programa da ABIMÓVEL e do SEBRAE com vista ao desenvolvimento de micro e pequenos negócios, aposta no design como ferramenta transdisciplinar e estruturante para melhorar as vendas e o posicionamento de fabricantes de móveis

 

Cerca de 78% do setor moveleiro nacional é composto por micro e pequenas empresas. Oportunizar caminhos, soluções e ações para o fortalecimento desses negócios é, portanto, essencial para a evolução das indústrias e dos produtos fabricados no Brasil. E uma das ferramentas estratégicas para isso é, sem dúvida, o design.

Organizado pela ABIMÓVEL (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário) em parceria com o SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), o PDCIMob (Programa de Desenvolvimento, Competitividade e Integração do Mobiliário) tem como meta a profissionalização e a otimização de processos e produtos, abrangendo todas as etapas fundamentais de gestão, produção, divulgação e comercialização na indústria de móveis brasileira. 

Dividido em três trilhas estratégicas, após apresentarmos as principais ações da Trilha I, ressaltando a importância da Inteligência Setorial e da Jornada Digital no processo de consolidação dos micro e pequenos negócios no setor moveleiro, agora é hora de darmos mais um passo em direção ao desenvolvimento, competitividade e integração do setor: estamos falando do Design Aliado à Indústria

A Trilha II do PDCIMob tem como objetivo ampliar a competitividade dos fabricantes de móveis, utilizando o design como uma ferramenta transdisciplinar e estruturante. Ou seja, permitindo uma visão ampla e integrada de toda jornada do produto, desde a sua concepção até a sua venda. 

“O design transdisciplinar envolve a colaboração de profissionais de diferentes áreas para criar soluções inovadoras que atendam às necessidades dos empresários, do mercado e dos consumidores. No caso da indústria moveleira, essa abordagem pode ajudar a criar peças mais ergonômicas, confortáveis, funcionais e alinhadas às tendências de decoração, atendendo aos interesses do público, ao mesmo tempo em que aumentando as vendas e gerando lucro aos negócios”, pontua o designer Dimitri Lociks. 

“Além disso, a ação pode contribuir para a criação de produtos cada vez mais sustentáveis e em sinergia com normas nacionais e internacionais, utilizando materiais e processos de produção mais eficientes e menos poluentes”, continua Lociks, que é diretor da APD (Associação dos Profissionais de Design), conselheiro da Adepro (Associação de Designers do Brasil), designer na Choque e um dos responsáveis pela condução do programa de design do PDCIMob. 

O profissional acredita que o projeto tem um papel fundamental ao se basear nas melhores práticas do mercado, possibilitando com que negócios ainda pequenos se desenvolvam em bases sólidas, de forma constante e promissora. Reforçando que uma empresa competitiva é aquela que oferece produtos atraentes, mas também acessíveis. 

Nesse sentido, o Design Aliado à Indústria visa auxiliar esses empresários a gerar e comunicar valor para sua marca, levando em conta aspectos de comportamento de consumo, sustentabilidade e responsabilidade social. “Acreditamos que essa geração e comunicação de valor deva ser global. O que quer dizer que não basta criar um produto atraente, mas também é necessário apresentá-lo e vendê-lo de forma que o cliente perceba valor em toda a jornada que ele tiver com a marca”, ressalta o designer.

De fato, um dos principais desafios para micro e pequenas empresas está na comunicação. “Grande parte de nossas empresas apresentam móveis de excelente qualidade, mas tem dificuldades de comunicá-los por falta de uma abordagem mais estratégica. Atualmente, por exemplo, o uso da ferramenta de design por essas empresas tende a ser de forma pontual. No entanto, acreditamos que o design não deva ser tratado  como uma ferramenta ocasional, mas sim de forma sistêmica e integrada com o marketing , bem como outras áreas”, enfatiza o presidente da ABIMÓVEL, Irineu Munhoz. 

Isso significa que as empresas precisam transmitir valor por meio do design em todos os aspectos, desde a marca até as redes sociais, o site, o material de vendas e, é claro, nas peças. “Por meio dessa abordagem mais holística do design, poderemos alcançar resultados satisfatórios em termos de posicionamento e vendas”, complementa Lociks.

Por dentro do Design Aliado à Indústria

Nessa direção, acredita-se que por meio das ações da Trilha II, o PDCIMob possa colaborar para a criação de uma cultura de design tanto nas indústrias como no varejo nacional. Ressaltando, ainda, que o design brasileiro tem evoluído significativamente nos últimos anos, com o surgimento de novos talentos e a consolidação de marcas que investem em qualidade, sustentabilidade e criatividade. “O uso de materiais naturais e de origem local, a busca por formas orgânicas e fluidas que promovam o conforto e o bem-estar, bem como a experimentação com novas tecnologias e processos de produção têm se tornado cada vez mais comuns no País. Mas ainda há muito a se fazer!”, pontua o designer.

Para auxiliar as empresas participantes, portanto, o Design Aliado à Indústria tem como início uma avaliação individualizada, aplicando-se um questionário que avalia o grau de maturidade em design de cada negócio. “Com base nesse estudo, onde avaliamos como a empresa cria, desenvolve, gera, lança e monitora os seus atuais produtos, traçamos um plano de ação com foco em design, para a empresa promover a sua excelência não apenas na forma do móvel, mas em todo um ecossistema que se comunica e promove valor junto ao cliente”, explica Lociks. 

Empresas que obtiverem um score acima de 50% na avaliação, já estarão aptas a se conectarem com um designer que será responsável por desenvolver peças conforme a metodologia do programa. Aquelas que ainda não alcançarem este nível de maturidade, passarão por um processo de preparação para a próxima etapa, possibilitando com que todos os participantes obtenham o máximo proveito com essa ferramenta, da concepção ao lançamento de novos produtos ou coleções. 

Para isso, o programa de design adota metodologias como o MED (Modelo de Excelência em Design) e o Design Thinking. O MED propõe uma jornada completa, envolvendo planejamento, desenvolvimento, gestão, lançamento e pós-lançamento, com o objetivo de agregar valor e estabelecer estratégias de sucesso comercial. Já o Design Thinking divide o projeto de produto em fases de empatia, definição, ideação, prototipagem e testes, estimulando a geração de soluções inovadoras.

“Com essas ações, micro e pequenas empresas terão a oportunidade de se destacar no mercado, oferecendo produtos de qualidade, inovadores e sustentáveis, que contribuem para a melhoria da qualidade de vida das pessoas em espaços residenciais, públicos e de trabalho, bem como consolidando a indústria moveleira nacional como uma referência em design e boas práticas”, finaliza Irineu Munhoz, presidente da ABIMÓVEL.

 

Para participar, visite pdcimob.abimovel.com.

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